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Friedrich Schelling: Principais Pensamentos e Contribuições

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Friedrich Schelling foi um filósofo alemão e uma figura central no movimento idealista alemão, ao lado de filósofos como Johann Gottlieb Fichte e Georg Wilhelm Friedrich Hegel. Schelling é conhecido por suas contribuições para a filosofia da natureza, a metafísica e a estética, além de sua visão sobre a relação entre o sujeito e o mundo natural.

Neste artigo, exploraremos as principais contribuições de Schelling, suas teorias sobre a natureza, o desenvolvimento da filosofia da liberdade, além de sua crítica ao idealismo e o impacto de sua obra na filosofia moderna.

Vida e trajetória de Schelling

Friedrich Schelling nasceu em 1775, em Leonberg, na Alemanha. Ele estudou filosofia na Universidade de Tübingen, onde teve uma formação influenciada pelo racionalismo de René Descartes e pelo empirismo de David Hume.

Schelling também foi influenciado pelos trabalhos de Immanuel Kant, particularmente sua filosofia transcendental, mas foi seu distanciamento do kantismo que o levou a desenvolver um sistema próprio de pensamento.

Durante sua carreira, Schelling se dedicou a desenvolver uma filosofia que abordasse a relação entre o ser humano, a liberdade e a natureza, além de explorar como o absoluto poderia ser compreendido tanto na natureza quanto na subjetividade humana.

Embora tenha começado como um filósofo idealista, Schelling se afastou do sistema de Hegel, destacando-se por suas críticas à visão que considerava demasiado sistemática e abstrata.

A obra de Schelling influenciou profundamente o movimento romântico, além de ter impactado filósofos contemporâneos como Martin Heidegger e filósofos existencialistas. Schelling faleceu em 1854, mas seu trabalho permanece relevante, especialmente na filosofia da natureza e estética.

A Filosofia da Natureza: O Mundo Natural e o Absoluto

Schelling é amplamente conhecido por sua filosofia da natureza, onde ele propôs que a natureza não é simplesmente um objeto passivo, mas sim uma manifestação do Absoluto, ou seja, uma expressão do espírito ou da razão universal.

Para Schelling, a natureza e o espírito não são separadas, mas estão interligadas em uma unidade dinâmica. Ele rejeitava a visão cartesiana da natureza como uma máquina e via o mundo natural como uma forma de manifestação do princípio divino.

Sua visão da natureza como um processo vital e criativo foi radical para a época. Em vez de ver a natureza apenas como um campo de estudo mecânico e empírico, Schelling propôs que ela fosse compreendida como uma unidade viva que refletia os mesmos princípios que governam a mente humana e o espírito.

Essa abordagem influenciou o movimento romântico, especialmente no que se refere à busca por uma união mais profunda entre o ser humano e o mundo natural. Schelling acreditava que a natureza e o espírito humano estavam unidos em uma totalidade, onde a razão e a liberdade do ser humano estavam imersas na própria estrutura do mundo natural.

O Absoluto: A Unidade da Realidade

Em sua filosofia, Schelling propôs a ideia de que o Absoluto não é apenas uma abstração, mas a verdadeira realidade, que se manifesta tanto na natureza quanto na subjetividade humana. O Absoluto é, para ele, o fundamento de tudo o que existe.

Ele não é algo separado do mundo, mas está em constante desenvolvimento e manifestação. A ideia do Absoluto reflete o conceito de unidade do universo, no qual tudo está interligado, e é a base para sua visão de que a filosofia deve buscar compreender essa unidade fundamental.

Ao contrário de outros filósofos idealistas, como Hegel, que viam o Absoluto como algo que se desenvolve apenas através do conceito e da razão, Schelling acreditava que o Absoluto se manifesta de forma simultânea na natureza e no espírito humano.

Isso significava que, para ele, o ser humano não deveria ser visto como algo separado da natureza, mas como uma parte integrante de uma totalidade mais ampla que é o Absoluto.

Essa visão foi crucial para o desenvolvimento da filosofia existencialista e da filosofia da natureza no século XIX.

Liberdade e Autonomia: A Filosofia da Existência

Schelling também teve uma forte influência no desenvolvimento da filosofia da liberdade e da autonomia do sujeito. Ele argumentava que a liberdade não era simplesmente a capacidade de agir sem restrições externas, mas uma condição essencial para a realização do espírito humano.

A liberdade, para ele, era a condição para a verdadeira manifestação do ser humano em sua totalidade, pois o sujeito não é simplesmente determinado por forças externas, mas é capaz de se autolegitimar e se autoconstruir.

Além disso, Schelling se distanciava da ideia de que o ser humano deveria ser completamente racional ou determinista. Ele acreditava que a liberdade envolve uma constante luta entre o racional e o irracional, entre a razão e os impulsos que fazem parte da natureza humana.

Para Schelling, essa luta era uma característica essencial da existência humana e o motor do desenvolvimento histórico e pessoal.

Principais Obras de Schelling

  1. Sistema do Idealismo Transcendental (1800) – Obra onde o autor busca integrar a filosofia kantiana com a ideia de que a realidade total é uma unidade entre a natureza e o espírito.

  2. Filosofia da Natureza (1802) – Obra fundamental na qual Schelling desenvolve sua ideia de que a natureza é uma manifestação dinâmica do Absoluto e não uma realidade separada ou mecânica.

  3. Filosofia da Liberdade (1813) – Neste trabalho, Schelling discute a natureza da liberdade humana, a relação entre razão e emoção, e a importância da autonomia no desenvolvimento do sujeito.

 

Principais Influências sobre Schelling

  1. Immanuel Kant – Embora Schelling tenha se distanciado da filosofia de Kant, especialmente no que se refere à sua teoria da razão e do conhecimento, as ideias de Kant sobre a epistemologia e a metafísica foram fundamentais para o desenvolvimento do pensamento de Schelling.

  2. Johann Gottlieb Fichte – Fichte foi uma grande influência no pensamento de Schelling, particularmente na ideia de que o sujeito é ativo e criador na construção do conhecimento, embora Schelling tenha criticado o idealismo subjetivo de Fichte.

  3. Friedrich Hegel – Hegel teve uma relação complexa com Schelling, pois os dois foram próximos na juventude, mas depois se distanciaram. As críticas de Schelling ao sistema de Hegel focavam na ênfase excessiva que Hegel colocava na razão e no desenvolvimento abstrato do conceito, enquanto Schelling acreditava que a natureza e a liberdade deveriam ser mais centrais.

 

Frases Geniais de Schelling

  • “A liberdade é a base de toda a vida humana, pois é a condição para a realização do espírito.”

  • “A natureza e o espírito não são entidades separadas, mas expressões de uma unidade fundamental, o Absoluto.”

  • “A verdadeira realidade é o Absoluto, e é a tarefa da filosofia encontrar a unidade de tudo o que existe.”

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